sábado, 29 de agosto de 2009
Breve olhar
"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." Soren Kierkegaard
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Wahrheit
A informação e a sua publicação a nível do desporto escolar, dos escalões mais baixos do federado e de algumas modalidades são escassas.
A comunicação social dá importância, por vezes excepcional, aos desportos profissionais e, de entre estes, aos mais populares em cada país ou região.
Desde modo, os atletas e respectivos jogos só recebem atenção e são divulgados na imprensa quando se inserem nesses desportos e nos seus escalões mais altos. Tal como o Futebol, em Seniores Masculinos.
É em torno desses desportos e atletas que se desenvolve a grande maioria da projecção dada pela comunicação social. Os restantes recebem pouca ou nenhuma atenção (a não ser por vezes por parte da imprensa regional, escolar ou de pequenas publicações).
Um exemplo, lembram-se daquele atleta que se queixava que a Federação Portuguesa de Atletismo não lhe pagava umas sapatilhas?
Será que existe algum jogador de Futebol que exponha a mesma queixa? Claro que não. Seria ridículo se tal acontecesse, pois o dinheiro que recebem dá para pagar umas quantas sapatilhas.
Passando um pouco ao basquetebol. Será possível decorrer um Europeu de Sub16 Masculinos, em Portugal e a comunicação social, em particular a televisão, não ter apelado uma única vez para os Portugueses irem a apoiar a sua selecção neste Campeonato Europeu?
No Futebol, quando tal Campeonato Europeu decorreu em Portugal, no Ano de 2004, o país parou! Era impossível sair à rua em dia de jogo!
No Mundial, apesar das muitas críticas feitas por algumas selecções, como a campanha que a imprensa Inglesa fez sobre o nosso futebol, designando-o como "teatral", às vozes miudinhas vindas das terras alemãs e os franceses, que caíram no ridículo de desconhecer Scolari, nada nos deitou a baixo. Depois da derrota frente à França, os Portugueses saíram à rua, buzinaram, fizeram barulho e, por incrível que pareça, aumentaram as bandeiras nas janelas.
Foi bonito de se ver! Qualquer Português sentia orgulho em levantar a nossa bandeira, o nosso cascol.. O apoio era e continua a ser incondicional!
Será pedir muito que haja, com os outros desportos, um quarto do apoio que existe, a todos os níveis, para o Futebol?!
Será possível não ter existido uma reportagem por parte da Televisão Portuguesa, digna do lugar obtido pela nossa Selecção Sub18 Fem.? Porque apesar de não terem obtido o 4º Lugar no Mundial, como a nossa Selecção Nacional de Futebol, as jogadoras desta selecção e o respectivo staff fizeram história, obtendo o 5º Lugar no Campeonato Europeu, mesmo sem o apoio pretendido!
É mais engraçado falar sobre o relacionamento do Yannick Djaló com a Luciana Abreu e nas peripécias da vida de Cristiano Ronaldo, que no esforço que os jogadores e equipas técnicas das Selecções Nacionais (não só de Basquetebol) fazem, ao trocar o seu Verão, por treinos e jogos, sem receber nada, para além do enriquecimento pessoal, claro.
Tudo por amor à camisola..
Isto na minha modesta opinião.
E certamente este objectivo não vai deixar de se concretizar por sermos pequenos.. Como muitos dizem. Porque não somos, de facto. Só mesmo quem não conhece a nossa história para achar que Portugal é pequeno, pequeno demais para sair vitorioso num campeonato europeu ao lado de países que não tem metade do nosso passado. Afinal quem é grande, quem é?!
Selec. Nac. Seniores Fem. x Montenegro - Pavilhão Multidesportos de Coimbra (Académica) - 20h30m.
Apareçam e apoiem o nosso grande país:)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
"Façam o favor de ser felizes" RS
Durante a infância contam-nos histórias cujo final termina, invariavelmente, "e foram felizes para sempre...". Não nos dizem que esse estado durou apenas uma hora, ou uma década, mas sim que não teve fim. Certo é que essa sementinha vai germinando dentro de nós e criando ilusões. Um dia, pensamos, serei eu também uma princesa que encontrará um reino onde possa ser acarinhada até ao fim da vida! Mas, pouco a pouco, as ilusões vão sendo substituídas pela realidade, essa sim bastante mais dura. Olhamos à nossa volta e averiguamos que poucas pessoas são, de facto, felizes.Umas preferem iludir-se e transmitir cá para fora uma imagem imaginária, outras arrastam-se pela vida de uma forma penosa, como se nada lhes fizesse sentido. Mas afinal o que é a felicidade? Sendo uma emoção, é, também, algo que por definição é curto no tempo. O mesmo se passa com as outras cinco emoções: a surpresa, o medo, o desgosto, a raiva e a tristeza. Ninguém pode sentir-se surpreendido durante muito tempo, deparamos sempre com alternativas que nos protegem do medo e permitem ultrapassar os momentos de tristeza, logo, também o estado de felicidade se desvanece, por vezes muito rapidamente. Quantas pessoas ouvimos dizer que foram felizes no passado e que agora a vida não lhes diz nada? Na altura, não valorizaram o que tinham, porque acharam que era algo perfeitamente banal, agora, face à adversidade, dedicam-se a comparar o passado com o presente. Faz parte da natureza humana querermos sempre mais e mais...
É certo que este desejo nos impele a ir para a frente e nos confere algum sentido para a vida, mas viver sempre no futuro é não conseguir aproveitar o que o presente tem de bom.A gestão de expectativas tem também muito que ver com a questão de procura de felicidade. Expectativas demasiado elevadas em relação à vida e ao que ela nos pode reservar são meio caminho andado para a frustração.
Precisamos de "viver na escuridão, para darmos valor ao brilho do sol!". Parece que vamos perdendo capacidades de nos iludirmos e mesmo os contos de fadas modernos já deixaram de ter finais felizes para sempre.Procuramos, a todo o custo, encontrar um caminho que nos conduza directamente à felicidade e, nessa ansiedade, esquecemo-nos de que ele está muito perto de nós, ou mesmo dentro de nós. Basta desejarmos menos, aproveitarmos mais e aprendermos a viver um dia de cada vez. No fundo, tudo se resume a dar ouvidos à velha ideia que nos aconselha a olharmos para o lado da garrafa cheia, ao invés de valorizarmos a parte vazia! Não é que isto impossibilite o facto de crermos que a garrafa poderá estar totalmente cheia.
DéboraHerzig
24/08/2009
